LACTAÇÃO E USO DE DROGAS DE ABUSO



O avanço no consumo de drogas licitas e ilícitas nos dias de hoje são considerados como problemas de saúde pública em todo o mundo e principalmente no Brasil onde se concentra um grande número de favelas e comunidades onde a expectativas de vida é muito baixa e o tráfico acabam sendo a única forma que vários jovens encontra para sua sobrevivência e da família. Mulheres grávidas ou em fase de amamentação não devem consumir drogas, porém não é o que acontece. Muitas mulheres acabam ingerindo mesmo amamentando. A maconha provavelmente seja a droga ilícita de maior consumo durante a gestação. Dentre os efeitos do uso da maconha, estão incluídos: diminuição da memória, sensação de relaxamento ou euforia, alterações de percepção do tempo e espaço. Além disso, podem ocorrer alterações em outros sistemas do organismo como, aumento da freqüência cardíaca, vasodilatação, hiperemia conjuntival e aumento do apetite. Sendo que os efeitos mais significativos inclui o desenvolvimento cognitivo e emocional. Observam-se ainda coincidências entre o uso de maconha e o mau desenvolvimento do tubo neural do RN, além de possíveis anencefalias. Durante a amamentação, altas concentrações dessa droga passam através do leite materno, o que acarreta nos mesmos problemas fetais. A excreção de substâncias para o leite materno é influenciada por fatores relacionados às características da droga, como lipossolubilidade, ligação a proteínas plasmáticas e peso molecular, e fatores da nutriz, como genótipo e estado de saúde. Além disto, a dose administrada, quantidade de leite excretado e o intervalo entre o consumo e a amamentação também são aspectos determinantes da concentração final a qual os lactentes são expostos . A cocaína é a quarta droga de abuso mais utilizada no mundo, representa grave problema de saúde pública, especialmente para determinadas subpopulações mais susceptíveis aos efeitos deletérios da droga . Tendo em vista que a cocaína é excretada através do leite materno e pode ser absorvida pelo trato gastrointestinal do lactente devido sua biodisponibilidade de aproximadamente 60 a 80%, a exposição da nutriz pode ocasionar intoxicação do lactente. Nestes casos, as análises toxicológicas permitem o diagnóstico precoce da intoxicação, sendo, portanto, ferramenta importante para adequado tratamento do lactente. Outra droga bastante utilizada que pode atrapalhar e muito o bebê, é o uso de cigarros, a nicotina, é um pseudoestimulante, que altera o sabor do leite, diminui a prolactina e pode causar depressão e ansiedade, além de estar associado ao desmame precoce. Podem induzir diretamente a parada cardíaca e morte dentro de poucos minutos de uma única sessão de uso prolongado. A Cocaína / crack pode causar vômito, diarréia, excitabilidade, constrição nos vasos periféricos, dilatação das pupilas, e aumento da temperatura, freqüência cardíaca e pressão arterial. A Heroína pode  causar uma overdose fatal, aborto espontâneo, colapso venoso e doenças infecciosas, incluindo HIV/AIDS e hepatite. Complicações pulmonares, incluindo vários tipos de pneumonia, assim como do efeito depressor da heroína na respiração. O ecstasy é neurotóxico. Além disso, em altas doses pode causar aumento agudo da temperatura corporal (hipertermia maligna), o que pode levar a lesão muscular e insuficiência dos rins e sistema cardiovascular.  O consumo de drogas pela mãe afeta todo o organismos no lactente, o Ministério da Saúde preconiza que a mãe se desejar continuar utilizando as drogas, deverá parar a amamentação, o período varia de acordo com a droga. Algumas estão explicadas na figura 2.







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