Feedback aula sobre FÁRMACOS EM GESTAÇÃO E LACTAÇÃO





         Durante a gestação uma membrana permeável separa a mãe do feto. Essa membrana não é uma barreira e sim uma ligação, onde muito do que é consumido pela mãe atravessa essa barreira. Não é diferente quando trata-se dos medicamentos. Vimos na aula que algumas substâncias poderá ter um efeito teratogênico ao feto, que trata-se de drogas que se administradas a gestante determina anormalidades morfológicas ou funcionais permanentes ao concepto. Algumas drogas ja são conhecidas como teratogênicas e outras não, devido a poucos estudos de medicamentos com esse grupo, por inúmeras causas, entre elas a ética. 
         A falta de informações necessárias para avaliar a segurança nos tratamentos medicamentosos continua sendo um problema de saúde pública e a vigilância deve torna-se mais ativa na busca pós comercialização desses medicamentos. 
          Vimos que a gestante tem uma série de modificações fisiológicas, o que pode variar nos efeitos dos fármacos em seus organismos, tais como: diminuição da motilidade intestinal, aumento da volemia, débito cardíaco e fluxo plasmático renal, diminuição de proteinas plasmáticas e aumento da diurese. Nesse caso, todos esses fatores poderão interferir na farmacodinâmica do medicamento.  O feto possui um sistema totalemnte imaturo, o que pode gerar comprometimento de órgãos e tecidos ao ser utilizado um medicamento de forma errada. 
          Pensando em melhorar a farmacoterapia desses grupos de pacientes, o Food and Drug Administration (FDA) estabeleceu os fatores de riscos para o uso de medicamentos durante a gravidez. 

Encontrei em um artigo algumas drogas suspeitas ou comprovadamente teratogênicas, segue a lista:

Vimos na aula que o leite também pode ser alvo da passagem dos medicamentos para o bebê. Embora os efeitos sejam diferentes nos bebês na lactação do que na gestação, pois não irá causar o risco de mal formações, esses medicamentos podem interferir no crescimento do bebê, bem como, causar uma série de efeitos colaterais, como náuseas, vômitos, sonolência, entre outros. Assim, vimos que os medicamentos também no período de lactação devem ser evitados ao máximo, Vimos também que alguns fatores influenciam na passagem do medicamento pelo leite materno, tais como: vias de administração, período da administração, quantidade e duração do tratamento, propriedades fisico-quimicas, Assim, pesquisando sobre o assunto encontrei que a American Academy of Obstetricians Gynecologists fornecem uma lista de medicamentos que devem são contra-indicados durante o período de lactação, segue:


Ao mesmo tempo também está disponível uma lista de alguns medicamentos que podem ser utilizados com segurança durante o período de lactação, segue:



Assim, visto que os medicamentos podem causar uma serie de efeitos colaterais ao feto e ao recém-nascido é sugerido que a gestante e/ou lactante utilize qualquer medicamento apenas se for em casos especiais e que não há outra forma de tratar os sintomas e patologias, a fim de minimizar quaisquer riscos que possam vir a surgir.

A aula foi bastante esclarecedora e me instigou a ir em busca de quais medicamentos podem e quais não podem de fato ser utilizados por esses grupos, visto que há a necessidade de esta sempre atento na hora de intervenções com esses pacientes. A aula foi bem didática e proporcionou amplo conhecimento, favorecendo a busca de novas informações. 




ROZAS, Antonio. Medicamentos na gravidez e lactação. Revista da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba. ISSN eletrônico 1984-4840, v. 6, n. 1, p. 38-43, 2004.

Comentários

  1. É muito importante ter conhecimento sobre medicamentos de uso seguro ou de uso restrito no período gestacional e na lactação. Excelente abordagem.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Feedback aula sobre HIPERTENSÃO GESTACIONAL

Feedback aula sobre INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

ANTITÉRMICOS E SUAS REAÇÕES ADVERSAS EM CRIANÇAS