Feedback aula sobre FARMACOTERAPIA DA AIDS EM GESTANTE E PROFILAXIA DA TRANSMISSÃO VERTICAL


A Sindrome da Imunodeficiência Adquirida, também conhecida como AIDS, é uma doença causada por um vírus HIV que ataca ataca o  sistema imunológico. Esse vírus ataca as células de defesa do nosso corpo, e assim o organismo fica mais vulnerável a diversas doenças, de um simples resfriado a infecções mais graves como tuberculose ou câncer e o próprio tratamento da doenças fica prejudicado. Hoje em dia com o avanço da medicina e com tratamentos antiretrovirais mais complexos pode-se ser soropositivo e viver com qualidade de vida, seguindo corretamente as recomendações médicas e fazendo o tratamento farmacológico de maneira correta.
 Os medicamentos antirretrovirais surgiram na década de 1980, para impedir a multiplicação do vírus no organismo. Eles não matam o HIV , mas ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico. Por isso, seu uso é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida de quem tem aids. O Brasil distribui gratuitamente o coquetel antiaids desde 1996. Segundo dados de 2015, 455 mil pessoas estavam em uso dos remédios para tratar a doença. No Município de Sobral, existe um posto chamado de COAS, que é especializado no tratamento de todas as DSTS.

 Atualmente, existem 22 medicamentos divididos em cinco tipos, que segue:

           Atualmente, o HIV e a aids fazem parte da Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças (Portaria nº 204, de 17 de fevereiro de 2016); assim, na ocorrência de casos de HIV ou de aids, estes devem ser reportados às autoridades de saúde. De 2007 até junho de 2016, foram notificados no Sinan 136.945 casos de infecção pelo HIV no Brasil, sendo 18.840 no Nordeste (13,8%), que fica em terceiro lugar na pirâmide do Brasil, perdendo apenas para o Sudeste e Sul. no período de 2000 até junho de 2016, foram notificadas 99.804 gestantes infectadas com HIV. Em 2015, foram identificadas 7.901 gestantes no Brasil. Nota-se que o percentual ainda é alto, mesmo com todas as formas de prevenção e controle e portando é indispensável que todo e qualquer profissional de saúde tenha segurança no manejo adequado de pacientes com AIDS, principalmente se esta estiver gestante, pois esta paciente pode passar verticamente a doença para o filho.
            Tivemos uma aula sobre a farmacoterapia da AIDS e a profilaxia  da transmissão vertical, onde foi abordado detalhadamente os processos de como se dá a doença, como ocorre a replicação do vírus e formas de se evitar a transmissão para o bebê. Foi apresentado o teste rápido que deve ser realizado na gestante, para que se positivo possa iniciar corretamente o tratamento. Eu, como farmacêutica acho bastante útil e interessante o conhecimento de como captar essa gestante e encaminhá-la ao serviço o mais rápido possível, além de acompanhá-la de perto para ver a evolução do quadro. Até hoje, na vivência hospitalar peguei apenas um caso de gestante com AIDS, mas esta só veio a informar após o nascimento do filho. Por incrível que pareça a doença não foi diagnosticada no pré-natal e só ficamos sabendo porque a própria paciente contou. Creio que utilizarei esses conhecimentos de forma mais abrangente quando estiver na atenção primária, tentando ao máximo que casos como este não voltem a ocorrer. 

Segue os principais manejos que deve ser feito com gestantes soropositivas:




BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico HIV-AIDS. v. 1. 2016. Disponívelem: http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/publicacao/2016/59291/boletim_2016_1_pdf_16375.pdf. Acesso em: 09/04/ 2017.


Comentários

  1. A tabela é sucinta e clara. Poderia inserir a abordagem de acompanhamento e tratamento com o RN de mãe HIV positiva?

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  2. Que exames laboratoriais são importantes no monitoramento da eficácia terapêutica de gestante HIV positiva?

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